Da frustração ao propósito de vida

Sim! Eu transformei a minha frustração em propósito de vida.

Lá atrás, ainda adolescente, meus pais me habituaram a acompanhar jornais e revistas de notícias e como sabemos desde sempre esses meios de comunicação dão destaque às más notícias: política, violência, conflitos armados, epidemias… Sempre que via ou lia notícias sobre assuntos como estes eu me incomodava e pensava em como eu poderia ajudar as pessoas. Até que descobri o Direito. Eu vi o Direito como um instrumento para fazer o bem na sociedade [na época estava na dúvida entre o Ministério Público e a Delegacia Federal].

Chegou o ano do vestibular [era PSS] e naquela época as pessoas sempre optavam pelas universidades públicas por serem consideradas como as que tinham melhor reconhecimento no mercado profissional. Tentei quatro universidades, mas não consegui. Foi quando meus pais insistiram que eu tinha que fazer Sistemas de Informação nas Faculdades Integradas de Patos (FIP) por uma série de fatores. Entrei no curso.

Durante o curso conheci pessoas fantásticas e tenho amizades que pretendo levar comigo sempre, apesar da vida insistir em nos afastar fisicamente. Aproveitei a graduação com tudo que tinha direito: festas, trote com os calouros, calouradas, projetos de extensão, organização de eventos. Tranquei por um ano, pois não era o que eu verdadeiramente queria. Voltei para terminar e entrar definitivamente na carreira pública. Fiquei frustrada apesar de sair do curso adorando as disciplinas de Empreendedorismo, Marketing [tema do meu TCC], Inteligência Artificial, Redes de Computadores e Banco de Dados.

Fiquei dois anos em casa estudando para concurso público, mas não logrei êxito. Foi quando surgiu o Direito.

Entrei para o curso de Direito no Centro Universitário de João Pessoa (UNIPE). Por ter tido a experiência da “primeira graduação” estava mais focada tratando logo de me envolver nos projetos que o curso ofertava: pesquisa, monitoria, extensão, grupos de estudo e até intercâmbio para Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) em Portugal. Tudo isso me proporcionou ter uma experiência profissional e pessoal que me fez crescer (e ainda faz) que eu jamais imaginei ter um dia.

O tempo passou e por ter me apaixonado pela advocacia busquei me aproximar cada vez mais dos Professores e profissionais que atuam na advocacia como forma de fazer networking. Até que no segundo semestre de 2017 participei de um evento organizado pela Comissão da Jovem Advocacia da OAB/PB onde foi abordado o Empreendedorismo no âmbito da advocacia apresentado pelo Miguel Isoni Filho [pensa num ‘paraíba’ de mente brilhante que eu sou fã]. Saí de lá maluca com a possibilidade de aplicar o Empreendedorismo na Advocacia e fascinada com o mundo das startups voltadas para o Direito que ele apresentou.

Cheguei em casa e tratei logo de pesquisar mais sobre o mundo das lawtechs e legaltechs e BOOM! Não conseguia acreditar que a Tecnologia estava conversando tão bem com o Direito. De cara pensei [ainda frustrada]: “Eu saí da tecnologia, mas a tecnologia não quer sair de mim”. Desde então, venho acompanhando tudo que é relacionado ao tema o que me ajudou bastante para definir a minha área de atuação.

Colei grau e começou a onda de eventos relacionados à Tecnologia e o Direito [nem ouso pensar no quanto já gastei com isso]. Dentre eles, destaco o curso “Advocacia 4.0” ministrado pelo Prof. Gustavo Rabay e o evento “VI Open Meeting” com aula magna do Miguel Isoni Filho. O curso “Advocacia 4.0” foi excelente. Ajudou muito a abrir a minha mente sobre o quanto a tecnologia tem ajudado o mundo jurídico, além do networking com profissionais incríveis.

Já o evento com Miguel foi tão bom quanto. Porém, não foi o conteúdo apresentado que me chamou atenção. Pra falar a verdade, foi neste evento que a minha ficha caiu e a minha frustração de que eu tinha perdido seis anos da minha vida numa graduação que nunca gostei foi embora. Tudo porque o evento aconteceu no auditório do UNIPE: o mesmo auditório onde participei do primeiro evento durante a graduação anterior [na hora me veio a lembrança]; a mesma universidade que abriu tantas portas pra mim durante o curso de Direito.

A sensação que venho sentindo desde então me faz sentir realizada [é sangue nos olhos mesmo] a ponto de alguma forma eu transmitir isso para as pessoas que estão ao meu redor e nos grupos de discussão sobre Direito e Tecnologia [estão me cobrando produção de artigos e eu aqui escrevendo esse texto].

Hoje, 03/09/2018, sou eternamente grata aos meus pais pela oportunidade de ter essas duas graduações que foram capazes de me fazer definir com clareza o meu propósito de vida: auxiliar as startups a se manterem no mercado tão cruel como o brasileiro. Ajudando-os, eles apresentam uma solução para a sociedade, crescem, contratam gente, geram renda e fazem a economia girar.

Esse texto era pra ser apenas uma história de como eu escolhi o meu nicho de atuação de mercado e acabou tornando-se o registro da minha gratidão a todos os familiares e profissionais que acreditaram e continuam acreditando no meu potencial.

Muito obrigada também a você que leu esse texto até aqui [comenta “#VaiProduzirJuliana” se você chegou até aqui]. Espero que o conteúdo que eu compartilhar neste espaço possa te ajudar de alguma forma.

Um comentário

  1. Vai com fé! Eu já passei dos 30 e até agora não achei um propósito para minha carreira. Mas pelo menos eu sei onde exatamente não quero estar. Já é alguma cosia! Rs…

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